
Sobe o pano, o palhaço entra calmamente, ainda a chorar por dentro, sorri para o publico, faz umas palhaçadas... acaba o seu trabalho recolhe os sorrisos da platéia guarda-os no bolso, as palmas ficam a entoar por um bocado na memória...
Chegas ao teu camarim, uma estrela a porta, o teu nome, as palmas ainda se ouvem (mas já não são aquelas que eram tuas, são as de outro alguém), abres a porta, entras, sentas-te, olhas-te ao espelho.... Tiras a maquilhagem e ainda choras, as lagrimas ajudaram-te no processo.... Voltas a ser tu não és mais o palhaço, não és mais um sorriso, és tu, pensas nela, pensas na vida, e por fim? Bem, o pano da vida fechou-se naquele momento, o teu eterno palco fechou-se, pegas na arma e... já não és mais quem foste... a cortina desce com o teu caixão...
Muitos ainda riem, muitos ainda choram, mas porque nunca ninguém chorou? Porque nunca ninguém riu? Porque ninguém fez isso contigo antes do cair do pano?


3 Comentários:
As vezes mesmo chorando e nos sentirmos completamente destruidos por dentro temos fazer o nosso papel de palhaco que e sorrir... Mas na verdade temos de arranjar uma boa razao para darmos aquele sorriso, aquela gargalhada bem dada que nos vai fazer sentir bem, e nos vais fazer sentir felizes, fazernos sentir vivos e que a vida e para ser feita de sorrisos verdadeiros.
beijinhos*
Miudo... nós temos tendência para sermos palhaços principalmente quando nos sentimos pior...
E por vezes mesmo as pessoas nos procurando nós acabamos por nos isolar e tentar fazer as coisas todas sozinhas
bjinhos ass Rana
Simplesmente excelente esta tua analogia feita à vida...realmente passamos mais de metade da nossa vida a lamentarmo-nos em vez de sorrirmos pela sorte em que temos de estar vivos, de vivenciarmos mts momentos, mts emoções...felicidades! Libânia
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