15.7.06

Tempos....


Sentei-me a conversar com o tempo, numa conversa em que o tempo parou, porque nunca tinha tempo para conversar com o tempo, vi tudo o que eu tinha apressado, o que a loucura do momento me tinha feito fazer mal tantas e tantas vezes… Decidi nunca mais apressar o tempo, porque o tempo prometeu-me dar mais tempo do que eu contava ter.
Apareces-te, aproximaste-te, aproximei-me, deste-te, dei-me, mas tu querias que eu me desse mais, querias tudo como eu um dia quis antes de conversar com o tempo, não queria tudo ou um pouco mais, queria o bastante para não te esqueceres (julgava eu que não te esquecias). Tu esqueceste-me, esqueceste aquele breve instante em que me dei até onde podia dar, queria poder dar-te o que querias, mas não ali, não agora, mas sim num lugar especial, numa sucessão de breves especiais, que culminariam e prosseguiriam naquilo que me pediste….
Pedis-te, mas será que o sentis-te?