26.3.07




Mata-me

Deita-me num qualquer altar, pode ser a tua cama, beija-me, sussurra-me ao ouvido “Quero-te”
Aí estas tu, aqui estou eu, a sentir cada um dos espinhos que me rasgam a pele, que me ferem o coração, piores que punhais, os espinhos da Rosa que és…. Rosa não de nome mas de beleza, espinhos não dos que picam, mas dos que matam… Matam-me o ser, deixam-me a alma, deixam-na a sangrar, mas deixam-na…. Ela não foge, mas é como se fugisse…. Eu não quero, mas ela não me deixa querer….
E assim, bem, um dia todos temos que morrer….
E a morrer, ao menos que seja a morrer, do doce veneno… infligido pelo espinho de uma rosa….

1 Comentários:

Às março 29, 2007 1:05 p.m. , Blogger kathy disse...

texto muito profundo...
parabens

 

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