
Amor de morte, alguém proferiu estas palavras no silencio de um café. Um silencio ensurdecedor, continuado por diálogos dos quais não fiz questão de participar, ainda estava a pensar no amor de morte, no que essas palavras poderiam significar noutro qualquer contexto, ou numa ausência completa de contextualização…
Reparo agora que estou no silencio do meu quarto, na fragilidade intensa dessas palavras, no tanto que podem conter…
A minha vida sempre foi amar de morte, amo até á exaustão, até á morte do amor… ate á morte de uma parte do meu ser, até aos poucos e poucos ir deixando de ser eu e ser reanimado por uma qualquer estranha sombra reconfortante que me resgata das trevas e me leva para a luz, e faz de mim o seu corpo, corpo que ela precisa para existir, eu , ser para quem ela vive, ser que sem ela não existe, e que até depois de morto continuará com a sombra, só que já não é a luz externa que a faz aparecer, mas o escuro interior…
Acumulo sombras dentro das minhas trevas, sombras de sombras, amores de morte, que me resgataram de amores de morte… Quando haverá o tal Amor simplesmente, ou serei apenas simplesmente um eterno cangalheiro de sombras? Um coveiro de Amores? Um algibebe de Dona Morte (como uma grande senhora disse um dia)?


4 Comentários:
O que tu precisas meu amigo é de adicionar um pedacinho de loucura a esses caminhos torcidos!!!
Loucura terapeutica :) e o que fizeste a teoria dos momentos?! ...
Eu já me acho louco, mas mais um bocado nunca faz mal...
Mas já agora, quem es?
alguem que gosta de te dar na cabeça para escolheres o melhor caminho!!! :p
Entao quem é que tratava por meu pequenino? por isso assinei "pequenina"... pensei que nem ias perguntar sr perspicaz!!
nao me lembro... pequenino, muita gente me chama... vai-se la saber pq
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