17.7.06

Caminho pela noite...

Divago pelas ruas a procura de um pouco de conforto para o meu ser solitário, no vazio das ruas durante a noite. Encontro pessoas que se beijam, encontro grupos de pessoas que apesar de irem em grupo, parecem mais solitárias que eu na minha solitária solidão.
Olho para o céu e contemplo o infinito templo que se situa mesmo por cima do meu ser, aquela enorme imensidão faz-me lembrar o teu ser complexo que vou descobrindo pouca a pouco, e que cada vez mais me faz querer descobrir mais, de uma maneira ou de outra, se os teus olhos não falam comigo e a tua boca não me olha de frente, com certeza que o toque das minhas mãos nas tuas me transmitira aquela sensação necessária para saber o que estas a pensar. Não queres ser fácil de descobrir, não queres revelar o teu mundo, não queres que eu deambule pelo teu ser como deambulo pelas ruas á noite, se um dia me deixares entrar completamente dentro do teu ser, sei que será de mão dada a tua alma, porque não deixas qualquer pessoa caminhar pelo teu caminho e eu já caminhei por sítios onde tu nunca pensas-te que eu conseguisse entrar, mas como alguém disse, nem sempre a porta da frente é a única entrada….
E assim vou caminhando sozinho, até um dia ter alguém que me acompanhe, e ai talvez outro ser solitário que deambule pelas ruas, também ache que somos só mais duas pessoas aos beijos, mas nós saberemos que nunca será assim, porque isso é simplificarmos de mais uma equação tão extensa como o amor…

1 Comentários:

Às julho 17, 2006 5:30 a.m. , Anonymous Anónimo disse...

Isto é bonito, sem dúvida...mas como não há praticamente nada eterno, por muito bonito que seja no início, geralmente acabamos por ser apenas mais duas pessoas aos beijos (e às vezes isso também acaba).Por isso se calhar o melhor é conhecer aquilo que realmente somos e aprender a sentir-nos bem quando estamos sozinhos.

 

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