
Abraça-me e enxuga as tuas lágrimas de sangue na minha negra alma…
Umas lágrimas de sangue que caem pela tua face marcada por tantas amarguras, lágrimas que se deixam reflectir em cada gota… em cada traço do teu rosto…
A minha alma sente cada uma a cair, mesma que os outros pareçam não as ver, mesmo que não as vejam de todo, eu sinto-as… uma a uma…
Porque e que tanta gente não sente, não compreende que choras mesmo quando sorris, que estas triste mesmo quando dizes estar feliz, que estas a morrer, quando dizes que queres viver… Eu sei que és infeliz, sei que estas cada vez a morrer mais, cada vez mais longe do plano que arquitectaste para ti… Foges do mundo, na esperança que aquele teu mundo se vá criando dentro de ti, que seja só teu, quando aquela oportunidade surgir... Não esperes por esse pedacinho de felicidade, não esperes pelo acaso, não sejas infeliz, vive, sorri, ama…
E por favor, nunca te esqueças que vou estar sempre aqui, com a minha alma a enxugar essas lágrimas de sangue que choras sem ninguém ver…
Abismo...

Anda, da mais um passo…
… não desistas agora…
… confias em mim?...
… mantém os olhos fechados só mais uns segundos…
…o meu coração bate, morto de ódio, petrificado de raiva, embriagado de amor. Será que o sentes? Será que sabes o meu passado…. Será que o compreendes?
Confia em mim, as minhas mascaras ainda não caíram todas…. Tu apenas estas a ver aquelas mascaras que pouca gente vê, ainda estas a sentir o que a maior parte sente quando me tenta conhecer… Agora pergunto-te, queres ir mais fundo? Mergulhar na escuridão do teu ser, abraçar-me no salto do abismo?
… abre os olhos…
… Estás a beira do abismo, uma imagem de fim de mundo, passa-te pelos breves instantes que abres os olhos, tens uma enorme vontade de voltar a fechar os olhos, de olhares para a paisagem que tens atrás de ti…
… será que vais dar o beneficio da duvida quando te pedir para saltares comigo?...
… dá-me a mão, aperta-ma com todas as tuas forças…
… Peço-te, salta comigo, vai aonde muitos corações foram, onde muito poucas almas desceram de mão dada comigo. Aquele lugar cheio de mascaras partidas….
Estou a mostra-te a porta para o meu mundo, ela não se vê muitas vezes, poucos podem lá entrar, será que vais saltar?
Playboy

Digam-me sinceramente, quantas raparigas me acham um playboy em iniciação, sei que muitas me acham, sei que até já o fui, sei que podia continuar a ser…
Fui ao dicionário ver a definição deste titulo que me atribuem e que é difícil de apagar… Lá vinha escrito: “Homem geralmente jovem, rico e sedutor, que se entrega aos prazeres da vida mundana”… A parte do Homem não posso discordar, a do rico discordo completamente e a parte do sedutor anda a passar a sua pior fase… Mas o que é facto é que posso falar muito sobre os prazeres da vida mundana…
Sou um playboy, adoro viver a vida, adoro a minha liberdade, conhecer pessoas, elevar os momentos ao extremo, sugar tudo o que aquele instante me pode oferecer, tudo o que posso aprender, tudo o que posso provocar, adoro, simplesmente adoro… mas nunca o disse que tinha que precisava de varias pessoas para agir desta maneira… já tive varias pessoas, já provoquei varias pessoas, já dormi com varias pessoas, já beijei inúmeras pessoas… mas trocava tudo, mas mesmo tudo, por um beijo, um simples beijo que me desse a entender que estarias sempre lá, que não precisaria de ir arranjando alguém… Um beijo que me permitisse ser o playboy, mas o playboy só teu…

Quem és tu?
Apareces-te na minha vida para retirar as certezas, das minhas teorias… Fizeste-me perder a capacidade de raciocínio, fizeste-me perder aquela capacidade que tenho de passar para o papel o que sinto daquela maneira que faço… Não consigo falar de ti… Não consigo deixar de pensar em ti, não quero deixar de pensar em ti, não quero deixar de te sentir… Uma outra qualquer teria direito a um texto sobre ela, um breve momento num papel que descrevesse todas as minhas emoções. Mas quando penso em ti, nada me sai para o papel, nada quer sair, tudo fica guardado, tudo fica mais em mim, como se fosse daqueles sentimentos profundos, que não gostamos de partilhar sem ser a dois…
Sinto-me diferente quando tu estas por perto, tenho uma enorme necessidade de romantismo, de toque, de palavras doces… Peço-te desculpa por ainda não estar preparado para estar a escrever um texto sobre ti, sobre o que sinto, sobre o que tu me provocas, mas não quero, não consigo… Acho que não passa de medo de não conseguir descrever o que me corre nas veias, de não ser suficientemente belo… Tenho medo de que tu não sintas o mesmo, que não queiras que sinta…
És das primeiras raparigas que me põe sem escrever, muitas me inspiravam, me faziam escrever, me faziam pensar, mas quantas me puseram a sentir desta maneira que me põe incapaz de gritar no papel o que sinto?
TU andas perdida numa estrada, eu ando a vaguear por outra, os nosso caminhos cruzaram-se, aproximaram-se e tenho medo que se afastem devido aos sentimentos que me guiam por esta mesma estrada… Tenho medo de me apressar, tenho medo de deixar passar a oportunidade, o momento…
Desculpa, mas tu deixas-te num estado de sorrisos estúpidos, de sorrisos infantis… Porquê? Que me fizeste tu para eu sentir tanto em tão pouco? Ainda não percebi o que se está a passar nessa tua cabecinha, mas juro, que se for o mesmo que se anda a passar na minha… prometo que o próximo texto será só para ti…