
A minha alma fugiu, por uns momentos parecia que acreditava outra vez em coisas que nunca pensei voltar a acreditar…. mas neste Mundo tudo é frio, por isso não acredito em nada, apenas naquele momento acreditei, sim acreditei que podia ressuscitar aquele friozinho no estômago, aquelas náuseas de prazer, umas mão a tremer, e tudo isto sem pensar, ou a evitar pensar, só o sentir importa e a alma assiste calada, a deliciar-se com um sorriso de criança num corpo de velho… É bom sentirmo-nos crianças mesmo com 80 anos (lembras-te da nossa discussão sobre isto?), vivermos, deixar-mos viver, por uns momentos sermos e não apenas estarmos… Sentirmos e não fugirmos, Beijarmo-nos mas não nos arrepender-mos, abraçarmo-nos e termos vontade que aquele momento durasse eternamente, “ou um pouco mais se puder ser, ou até mesmo se não puder”…
Uma noite pode bastar para unir duas pessoas, como um olhar me serve tão bem para te conhecer como muitos poucos te conhecem, para te beijar como ninguém te beijou (sim, porque um beijo não começa nos lábios, começa num olhar de olhos fechados, em que vemos tudo na mais profunda escuridão). Tudo se passou num olhar e numa conversa com vários temas, temas que não fariam sentido para outras pessoas, mas que para nós foram o inicio de algo, foram os temas mais estúpidos, menos apropriados, mais estranhos, mas eu sou estranho, e se fosse tudo como as regras mandam… bem, não faria sentido, ou faria?
Talvez agora sinta ainda mais aquelas horas, porque passaram muitas mais horas desde então, mas recordo cada momento, cada toque, cada olhar, cada frase que a boca não disse na ânsia de um beijo, mas que os olhares perceberam… lembro-me do teu cheiro, e do teu toque…. e hoje sei, que foram das melhores horas da minha vida, por tudo e por nada, mas quem sabe, o relógio continue a marcar mais horas…

Apaixonar-me é a coisa mais fácil que existe no mundo para mim. Um sorriso basta, ás vezes até uma discussão daquelas acesas com vários palavrões pelo meio… (como diria Einstein “Tudo é relativo”)
Mas o que vos quero dizer neste texto não é sobre as varias maneiras como me apaixonei até hoje, mas sim sobre a facilidade com que me apaixono, como consigo pegar na mais estranha e desconhecida rapariga, e me apaixonar por todas as razões e por nenhumas, e também explicar como é que algumas conseguem ficar mais tempo do que outras, como me conseguem manter apaixonado, ou até evoluir para algo mais que paixão….
Vou partir do principio que quem estiver a ler isto não me conhece minimamente (eu ainda não me conheço), assim em jeito de resumo, já beijei mais de meia centena de raparigas, já estive em fases avançadas de preliminares com mais de trinta, e fiz sexo com algumas raparigas e amor com 3… Vou agora iniciar o texto que quero escrever…
A Paixão já me levou a fazer coisas que nem todo eu queria, acho mesmo que a maior parte dos beijos que dei até hoje foram de paixão, poucos foram de Amor, tudo derivado ao meu coração incontrolável (metáfora para definir sentimentos galopantes e descontrolados que a todo o custo teimam em não para de se fazer sentir, como o meu coração ainda não deixou de bater (quem sabe um dia)), que teimam sempre em bater ao primeiro impulso positivo que recebe de alguém do sexo oposto. É fácil, tão fácil viver apaixonado, por esta por aquela e por ninguém ao mesmo tempo. Aí aqueles cabelos, aquela mãos, aquele olhar, aquele sorriso, aquelas palavras que vociferas no silencio, aqueles momentos pela noite roubados ao tempo, as piadas, o toque, as massagens… É por estas coisas todas que me apaixono, por estas e por muitas mais, pena é não provirem todas da mesma pessoa, foram bocadinhos que fui arranjando, acho que para ter a mulher perfeita para montar em puzzle, para fazer uma equação matemática que utilizado varias incógnitas e substituindo-as posteriormente por cada uma destas pequeninas coisas roubadas aos poucos aqui e ali, me desse a incógnita final denominada gentilmente por, Rs (Rapariga de Sonho)…
Imaginem como é que alguém como eu pode estar a espera disso, não espero, mas apenas acho que enquanto não encontro alguém por quem me posso apaixonar, enamorar e dedicar, bem, vou somando mais umas quantas incógnitas a minha longa equação baseada em paixões para depois integrar e ter o Amor…
Até lá… bem, vou me dedicar a escrita, que as contas atormentam muito a minha cabeça…

As velas ardem lentamente, ao sabor da musica, o cigarro vai-se consumindo mais apressadamente, ajudando-me no meu caminho para a eterna certeza… Penso em ti, nos poucos pedaços de momentos que estivemos juntos… olho para o teclado as teclas parecem de um piano e á medida que escrevo, a musica toma o ritmo destas palavras… a tua cara volta a pairar no ar deste quarto cheio de fumo e de sentimentos, cheira a um qualquer café, este quarto, como um qualquer café em que nos sentamos a conversar, até isto me lembra de ti…
Que fizeste tu? Deste-me aquela vontade de Amar, aquela vontade de fazer esta paixão perdurar… Neste momento só existe um problema, também não é assim tão grande o problema, apenas se resume a: não sei quem tu és, se te conheço, ou se ainda te vou conhecer, se já senti os teu lábios, se já apertei as tuas mãos, se já saboreei o teu cheiro ou se já bebi das tuas palavras… Mas o que é que isso importa? Estou apaixonado, Amo-te, se não sei quem és, isso é o menor dos meus problemas… Pela primeira vez em muito tempo, estou Feliz, melancolicamente feliz, porque parte da tristeza PASSOU, e tu foste a razão para isso acontecer…
Só quero mais uma razão para um sorriso…
….. diz-me quem és por favor…

“Em nome do Santíssimo Tricórnio, do Espírito do Padrão
e dos Ritos da Praxe, que firmemente respeito, declaro esta
Trupe Formada.” ( mal posso esperar por ouvir estas palavras...)
Holy Grail

Sinto teus lábios gélidos tocarem nos meus…
Aquela réstia de veneno apodera-se de mim, por instantes sinto que vou ficar como tu, que vou sentir-me teu, mas rapidamente sinto que não e suficiente aquele breve veneno, que preciso de mais, que quero mais, que te desejo mais…
Petrificas-te a minha alma, com os teus lábios que me deram a provar o doce veneno, veneno por inteiro mas a conta gotas saboreado, nunca beberei pelo cálice da morte que a poucos dás a provar, nunca terei a minha sede saciada só por te beijar, o cálice reservado apenas aqueles que Amas, eu apenas sou alguém mais, alguém que vai bebendo as réstias de sangue do cálice que bebeste antes de me beijar….
Quero mais, não quero beber pelos teus lábios gélidos, não quero saborear o veneno pela metade, quero morrer de uma vez, quero… Mas tu recusas, achas que ainda não é o momento, e brevemente acharas que não é a pessoa indicada para beber do cálice…
Sou impaciente, quero possuir-te de uma vez, provar o teu veneno, dar-te a provar do meu, partilharmos os cálices, derretermo-los a seguir, e fundirmos os nossos venenos no nosso cálice que outrora foi dois…