31.12.06



Tu minha musa de mil encantos, Tu que nem o nome consigo pronunciar, tens sido tu a minha razão para a abstenção de escrita por que tenho passado, não por falta de inspiração, mas por pela primeira vez ter que calar as palavras para poder um dia escrever só para ti… Para poder dizer verdadeiramente o que significas, o que és, num texto tal que meia dúzia de palavras escritas pelo silencio dos pensamentos bastarão para simbolizar o meu sentir…

25.12.06

ressaca de desejos (post Nº100)


Dor



Cada dia que passa sinto mais perto a existência de um mundo longe deste, um mundo para onde possa partir e viver em completa solidão, rodeado de sonhos, onde me possa alimentar de esperanças, saciar a minha sede nos desejos, e a noitinha dormir enrolado numa manta de ternura….
Sinto-o perto, sei que já estive a meros dias ou horas de embarcar para esse mundo, só que por acasos do destino, por estupidez minha provavelmente também, deixo sempre o barco partir, nunca embarco, espero sempre por um que chegue lá garantidamente, que não passe por outros mundos, que não corra o risco de se estragar a meio, que seja belo, e simpático…
E mesmo assim, só esperando um barco, para um mundo qualquer solitário, qual replica deste, choro e grito, mas não escrevo, porque se tudo é tão solitário, para quem estarei a escrever?



PS: Imagem da autoria da Patricia Lino autora do blog Trapezista sem rede, ao lado nos links....

19.12.06



18.12.06

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Tenho saudades, não sei do que ou de quem, mas não preciso de as definir para as sentir, sinto saudades de tempos idos, tempos que já foram, tempos em que fui feliz, tempos em que vivia… Hoje em dia sobrevivo, e anseio por um dia com a chuva a cair, o cheiro a terra molhada das primeiras chuvas, um céu cinzento, um frio de rachar, e que o meu pobre coração não sinta saudades, daquela criança, que quer fizesse chuva quer fizesse sol, se ria, e não sentia saudades de nada…