Creio que já não há massa cinzenta no Mundo que consiga aguentar todo o meu turbilhão de sensações e emoções. Dentro de mim há uma infindável quantidade de emoções, sensações, que o pobre do meu cérebro passa o dia a tentar compreender, sentimentos nutridos por pessoa desse sexo tão complicado, aqueles sentimentos femininos assolam-me a alma e o ser… Uns dizem que querem ser meus uns minutos, outros querem ficar ate quando puderem, vivendo o dia, aproveitando o passado, outros simplesmente dizem que querem um momento bem passado… E eu? Eu o que quero? Uma explosão momentânea de adrenalina com uma pitada (q.b.) de testosterona, ou uma dose diária de prazer rotineiro, quase infantil, que me permita ter aquela dose diária, e não andar para aí a espera que me chegue a dose necessária para viver? Um pouco de metadona também não faz mal, mas cansa, apenas alivia o sofrimento de tempos a tempos, e conjugada com a dose não faz mal nenhum….
O meu cérebro está fechado para férias, cansou-se de se ocupar com sentimentos que doem, e com assuntos fúteis… Quem quiser o corpo, esta aqui, mas por favor, racionalizar sentimentos femininos, pensamentos desse sexo, não me peçam, prefiro um chã de cicuta….
Tantas passaram pela minha alma, tão poucas possuíram o meu corpo, tão poucas sentiram o meu ser, quantas sentiram todo o meu corpo (ou apenas um bocado???)….
Acho que definitivamente sou um incompreendido, sinto-me cada vez pior nesta sociedade que me leva a fazer coisas, a ser mais um estereótipo, a não poder ter uma conversa seguida de muitas outras com uma rapariga, que quero logo algo mais (não é que não queira, mas não se pode resumir tudo só a isso)….
O Mundo anda estranho, ás vezes parece que tudo para, que aquele momento muda a tua vida, que será um daqueles mesmo para recordar, e de repente, passa a ser mais um para esquecer. Porquê? Porque é que não pode haver momentos perfeitos hoje em dia, sem que uma boca, uma pessoa, ou qualquer outra coisa apareça para estragar um momento espontâneo e magico entre duas pessoas? Estou farto de não poder ser eu, nem numa simples conversa a dois… Sinto-me tão bem no meio de uma multidão, uma serie de copos vazios, e contudo só uma pessoa a minha frente, só uma conversa no meio de tantas outras que se propagam pelo ar, como é bom… mas nem assim… nem assim consigo privacidade, mas nos últimos tempos, foi o mais próximo que consegui de uma conversa decente…
Definitivamente sou estranho, incompreendido, um triste solitário que anda pelo meio da multidão… mas sinceramente, a quem é que isso importa? Nem eu consigo perceber o que escrevo, quanto mais alguém que só me conheceu uns minutos… (mas que se calhar, me conheceu como pouca gente teve o privilegio de me conhecer, sem máscaras….)
Einstein um dia escreveu a sua teoria da relatividade (algo relacionado, entre outras coisas, com o tempo ser a 4ª dimensão, e ter representação física, para ele era o género de uma rede invisível que era deformável, ou coisa do género). A minha teoria da relatividade já foi experimentada, já a senti , já a vi e vivi… Aquelas conversas sobre o passado, que de um momento para o outro se tornavam discussões…. (já suspirei umas 20 vezes só de pensar, sem conseguir escrever uma única letra no teclado…)
Lembras-te? Eu lembro-me, o tempo parava, a discussão aumentava, os olhares acentuavam-se, os gestos aceleravam, o desejo acumulava…. E de repente já não estamos a discutir, já não estamos sequer a falar, os corpos calaram-se, a mente voltou a altura em que éramos felizes, o tempo voltou atrás, provavelmente movido pela força de explosão de desejo ter libertado mais energia que certas bombas derivadas de outras teorias, a energia suficiente para dobrar a rede do tempo naquele espaço em que nos encontrava-mos e para por breves instantes sermos felizes como no passado…
O ser humano julga poder controlar tudo, mas no fim? Bem, no fim ele é que é dominado por ele mesmo… e tudo o resto passa a inexplicável aos olhos de duas pessoas… acho que nem os maiores cientistas, conseguem definir os sentimentos…. Talvez um dia suja uma teoria… mas pensado melhor, para quê?