A simplicidade da vida

Tudo é tão belo, o céu, o mar, a noite, o dia… o olhar de uma criança… esse mesmo olhar num adulto… Há tanta coisa que faz a vida valer a pena… Quando alguém o não consegue apreciar e porque perdeu o gosto pela vida.
Pode-se o perder pelas razões mais variadas, mas a mais comum e o Amor, não o que se vive a dois, mas o que teima a viver solitário, e recusa uma companhia qualquer…
Sim perdi o gosto pela vida, já n faz sentido olhar o céu, as estrelas, reparar nesses pequenos pormenores que um dia já foram tão especiais, e que agora se tornaram tão solitários e tristes, parece que chamam por alguém que os abandonou… Alguém que um dia os amou e que agora teima em não os amar, por os ter amado de mais… O que e que Amor a mais pode conter de tão maléfico para alguém fugir? Não se esta constantemente a dizer que o mundo cada vez esta mais egoísta? Que necessitamos de mais Amor? E que melhor representação de Amor pode existir que um casal de namorados loucos de Amor, que voam pelo negro manto da vida com asas de Amor, deixando um rasto de luz atrás deles?
Não percebo a Vida, já percebi o Amor, e definitivamente nunca hei de perceber os Homens…
Há quem diga que sou confuso, inconstante, extremista, louco… Mas porque não hei de ser confuso? A vida também não o é? E isto para não falar da relatividade constante do tempo, dos picos de Paixão e da Loucura de Amor… Se nada na vida e simples se tudo e inconstante, se falta alguém que tenha coragem para fazer o que acha ser o correcto contra tudo e todos e se há falta de loucura sadia, Porque hei-de eu mudar?
Quero ser sempre o Louco extremista confusamente inconstante, que dedica a tudo o que Ama todo o seu ser …

Vagueio por entre os pensamentos, tropeço num paradoxo, levanto-me, olho para uma imensidão de interrogações rodeadas por reticencias… Assim é o meu mundo, uma enorme confusão de pontuação…
Nunca sei quando por um ponto final, quando por reticencias ou um ponto de interrogação. Só sei que cada nova frase começa com interrogações, passa por um período de reticências e rapidamente tem um ponto final.
Porque e que nada pode ser linear, começar assim como esta frase, ter algumas virgulas separando diferentes fases, e não terminar nem com um ?, ou … ou. mas sim com um grande ! para toda a vida, mostrando que não existe rotina entre mim e ti… Para toda a eternidade.

Só mais um dia...

Quero mais um dia, apenas mais um dia a cada dia que passa, um a um vão formando semanas, meses, anos, até ao dia em que não haverá mais um dia, apenas mais uma noite, uma noite eterna, que nos permitirá alcançar a paz, que nos permitira momentos antes de lá chegarmos reflectirmos sobre tudo o que fizermos. Porque não reflectimos antes? Porque não resolvemos ontem o que agora não pode ser resolvido? Amanha, já não existe, apenas tens este breve momento… Arrependeste? Talvez, na esperança de algo melhor durante a noite do amanha.
Hipócritas, somos todos hipócritas, só nos arrependemos de algo, só pensamos e repensamos em algo quando nos vemos numa encruzilhada e o arrependimento é o melhor caminho a tomar…
A noite chegara um dia sem avisar, porque não viveste como se fosse ontem essa noite, tinhas mais tempo para pensar, para reflectir, para resolver o que falta resolver. Vamos resolver hoje todos os problemas que nos atormentam, vamos pensar que amanha a noite vai chegar, porque infelizmente pode ate ser já hoje o dia do total eclipse do dia.
Agora na tua eterna morada deitas-te, esperas que alguém te venha chamar para algum lado. De que lado estiveste? Estás prestes a descobrir… Mas antes diz-me, para onde queres ir? Para algo melhor que o ontem, mas se não o fizeste por merecer?
Batem a porta, chamam por ti, chegou a hora, o tempo já não tem significado, tudo se reduz agora ao passado, não há nada que possas fazer, abres… É alguém com um aspecto moribundo, cansado, de quem já bateu a muitas portas por essa vida. Entras finalmente na carroça magnânime que te levara a tua última morada. Á chegada vês que tudo é muito semelhante ao ontem, semelhante? Não é tudo igual ao ontem, só não estas lá tu, ou estas, mas e como se não estivesses, ficas-te aqui, sem poder resolver nada do que pudeste resolver, agora, agora assistiras a toda a vida depois de ti, dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, século após século… Como fizeste toda a tua vida, tornaste-te um fantasma, não o terás sido antes?
Já não há Românticos...

Há pessoas que só de conversarem connosco nos fazem sentir especiais, nos acendem uma luz na escuridão. Pequenos gestos que nos impedem de afogar em lágrimas, que nada custam, e que evitamos todos os dias ter…
Todos temos um escudo que impede que os nossos sentimentos se manifestem, tudo só para impedir que o “moralmente correcto” possa ser posto em causa. Estou-me a cagar para o que os outros pensam, o meu moralmente certo sou eu que o faço, se alguém precisar de mim tentarei estar sempre lá mesmo que possa parecer que estou a abandonar o que não devia, mas se o posso abandonar por instantes e retoma-lo mais tarde, porque não baixar o escudo e dar alento a quem necessita?
Estamos numa sociedade muito egoísta, só nos importa o momento que vivemos e o que se passará a seguir, nada de passado, nada de lembrarmos quem esteve sempre lá quem nos ajudou, porque até já se arranjou alguém para o substituir. Trocamos tudo por algo que consideramos melhor, carros, roupa, casas, amigos, namoradas…. Não há consideração pelos sentimentos, pelo que cada coisa ou pessoa significou ou significa…
Já não há românticos, eternamente apaixonados por tudo, que dão um significado especial a tudo… Como era bom que existissem pessoas assim, pode parecer que ate há, mas na hora da verdade por medo ou por ignorarem o coração, tornam-se pessoas banais.
Porque é que sempre que alguém tenta ser feliz e o consegue isso não dura muito? Por um excesso de felicidade em pouco tempo? Por medo de compromissos? Por medo de crescer? Por medo de quebrar uma rotina? “Não o sei e sei-o bem”, “porque já o senti na minha própria pele, essa dor tão amarga como puro fel”….
Uma imensidão de nada...

Sento-me a olhar-te, a saborear cada momento, naquele ambiente calmo, sossegado, tenebrosamente calmo e sossegado. EU e tu, porque não vens de uma vez, porque te estas sempre a ir embora? A noite eterna, quando chegará esse dia? Uma noite que nos permita escondermos, fugirmos, e contudo sermos nos… o dia… que interessa? Vemos o que os olhos nos deixam… na noite… tudo e como sentimos, olhos são mais um acessório.
Como era bom, sermos todos cegos, ficarmos na total escuridão, termos que nos esforçar para melhorarmos, termos que aprender a ouvirmo-nos a nos e aos outros. Hoje em dia ninguém ouve ninguém, todos pensam que o que vêem lhes chega para sobreviverem. Sobrevivência é para quem tem medo, para quem se acha fraco, os animais sobrevivem, nos vivemos, ou devíamos, cada vês sobrevivemos mais, guiamo-nos pela lei da selva, temos muita luz, mas pouca clareza… è um mundo selvagem em que só domina quem vê, não quem sente…
Vem noite, apodera-te do meu corpo, apodera-te de mim, quero viver, nem que tenha que ser em ti, quero pertencer-te eternamente, quero a calma o sossego, já que esta vida não me deixa viver, vem, fecha-me os olhos, cobre-me com o teu manto e chama-me teu filho bastardo…
Quem sou eu no dia de hoje?

Não, não sou esse, já fui, até podia ser, mas não, esse que já fui é porque já não sou, ou ate sou mas não quero ser, sim é isso recuso-me a voltar a ser esse… Porquê? Não sei, talvez porque esse que fui me deixou muito boas recordações e para as guardar talvez não queira voltar a ser quem fui… Mas afinal quem fui eu? Quem sou? O que serei? Não sei, penso que ninguém saiba… Se alguém souber por favor diga-me… Não; Não mo diga, diga-me apenas como o soube e eu procurarei descobrir o mesmo que esse alguém descobriu… Não gosto de factos adquiridos, gosto de os comprovar, de os experimentar de os testar… Talvez por isso, sim talvez por isso, não, talvez não, de certeza! Foi sempre esse um dos meus problemas, o querer ter sempre certezas… agora mudei… mas é já tarde agora, se ao menos tivesse mudado isso em vez de outras coisas enquanto foi tempo… mas não, mudei as qualidades, e os defeitos só muito depois. Mas no meio do “nada que é tudo” algo de bom sempre aparece, as mudanças nas qualidades estão a retroceder… estou a voltar a ser o que era contudo com um esforço enorme para corrigir alguns defeitos, para ponderar, para não me precipitar…
Só uma coisa nunca conseguirei controlar, o meu eterno apaixonado coração, que apesar de pertencer e ser fiel sempre ao seu amor, não sendo invejoso arranja sempre espaço para mais alguém, para os amigos, amigas, amigas coloridas, conhecidos, conhecidas… Sim tu coração já me pregas-te muitas partidas, fraquejas sempre que preciso de ti, e nunca hás de te entender com a Razão… Sê razoável e pelo menos tenta conjugar-te com ela, porque é que não dá? Que te fez ela? Só por dizer que mudaste muito? Como quer ela que fiques igual se tanta gente te bate a porta? E ainda há os outros que infelizmente por ela saem apesar de ficarem sempre com um cantinho ou mesmo uma divisão dentro de ti… Tu e a Razão nunca se ao de entender, foram as vossas discussões as que mais dores de cabeça me deram….
Sempre segui o coração, mas na única vez que sigo a razão, esta atraiçoa-me, por um medo de um futuro… futuro para o qual o coração palpitava, e ansiava sofregamente…. Não Razão, tiveste inveja, nada de razão houve em ti. Por não poderes mais discutir com o coração, por andares com ele á 7 meses tinhas que te afastar? Tiveste medo? Querias mais umas discussões? Querias certezas? Quem és tu? És a razão, senhora do que é certo, e medo do certo tiveste? Não te compreendo… nem tu a mim… Vou afastar-te para sempre de mim, e se um dia fizeres as pazes com o coração se ele to permitir, espero que estejas á altura do teu nome e não o percas….
...
Um cigarro, o resumo de todos os meus pensamentos num instante de prazer… Ai companheiro de magoas e prazer, que tens tu? És a coisa que me fez ser fiel a algo, a ti, nada faz sentido se não me acompanhares… Uns abandonam-me outros afastam-se tu proporcionas-me o mesmo prazer sempre que te encontro por ai. Sim admito, provavelmente irás me magoar como qualquer outra coisa a que me dedique incessantemente, mas se ate o amor mata segundo alguns, e ninguém o anda por ai a espalhar, temos que viver com isso, que terás tu de tão maléfico que todos te criticam? Terão eles ciúmes de todos os amantes que tens? Ai vicio meu…
Vem até mim de mansinho essa vontade, acendo-te…
Uma pequena quantidade de fumo entra para os meus pulmões e ao mesmo tempo entra aquela nicotina para o meu sistema circulatório, penetra no mais fundo do meu cérebro…. Os pensamentos clarificam-se… Deixo de pensar em ti penso nela agora, na rainha que nos proporcionou um encontro num momento de loucura, eternos companheiros eu e tu desde então, e ela? Que será feito dela?
Sonhos

Abre os olhos, olha em teu redor… O que vês?
...acordas do sonho…
...porque não continuaste a sonhar?
O Sonho esvaneceu, pouco a pouco acordas para a realidade, levantas-te, o que vês? A rotina incerta da vida a que não consegues fugir, corres, corres e cansado crês que fugiste por breves instantes… que lhe escapas-te, mas ela apanha-te na primeira curva do caminho… Por breves instante apetece-te voltar ao conforto aconchegante dos lençóis, onde em breves momentos és o que queres, tens o teu sonho, vive-lo como se fosse realidade, o teu mundo particular, porque tiveste que acordar?
Está frio cá fora do teu mundo, tudo é frio, e quando algo aquece também esvanece como aquele sonho. O calor fugiu-te, pelo menos aquele que te aquece 24h por dia, não em breves sonhos acordados que te vão aquecendo, mas que depois te atiram para o frio as restantes horas, depois constipas-te, ficas doente, de cama e voltas a sonhar… no conforto dos lençóis, voltas para o teu mundo por uns momentos…
…mas porque é que tens que voltar a acordar?...
….não era bom ficares só no teu mundo?