O que queres ser quando....

O que queres ser quando morreres?
Porque é que nunca vi ninguém fazer esta pergunta? Estranho não? A única certeza que temos na vida é a morte, e só nos perguntam “o que é que queres ser quando cresceres?”, eu se fosse hoje acho que respondia, qualquer uma das duas hipóteses é boa, claro que muitos iriam ficar a olhar para mim com caras de parvos, ai poderia explicar; “Quero ser Vivo, ou Morto. Assim de momento não me ocorrem mais hipóteses”.
Porque é que ouvimos todos os dias frases do tipo:
O que julgas fazer da tua vida?
O que andas a fazer aqui?
Não estudas? Vais ter um lindo futuro…
Andas a brincar muito….
Pessoal acordem para a vida, ou adormeçam, mas se me é permitido dar uma opinião, adormeçam, aproveitem um bocado, e depois acordem, vai fazer-vos bem. Porque as únicas perguntas que eu gostava de fazer as pessoas enquanto não morrem eram:
“Então estás feliz com a vida?”
e
“Já pensas-te que marca deixas-te no teu pequeno mundo?”
Anjo Negro...

Hoje estou num marasmo enorme, sinto que o meu lado negro se apoderou da minha alma por completo, só vejo sombras a cercarem-me, a olharem-me, e eu respondo-lhes com um olhar sarcástico, uma riso de desejo macabro… A minha sede de prazer, a minha ânsia de vencer, o meu desejo de viver, ou talvez de morrer…
Quantas pessoas podem dizer que olharam a morte nos olhos, que não choraram na cara dela, que se habituaram á sua presença, que se tornaram parte dela? Quantas pessoas com medo de morrer, outras com desejo mas com medo, e quão poucas conformadas e até habituadas a sua existência?
Olho a morte, rio-me sarcasticamente, e olho-a desejando-a, talvez seja macabro, mas sabe bem, sabe bem saber que a morte nada poderá levar de mim, nada poderá tirar-me, pois eu pertenço-lhe, e tudo o que ela me tirar mais tarde ou mais cedo irá pertencer-me também…
Alguém um dia me chamou anjo negro, agora que me ponho a reflectir sobre estas palavras, sinto que é precisamente essa uma das minhas faces… a face que poucos têm a oportunidade de presenciar, e contemplar…
Terra Prometida...(verás) (by hyubris)

"Sanctus, Spíritus, Spíritus, Sanctus
Spíritus, Spíritus, Sanctus
Spíritus, Spíritus, Sanctus
Spíritus, Sanctus
Spíritus, Sanctus
Abre as asas
E voa pelo destino cruel e doce
Verás no céu o anjo que te aguarda
O santo das trevas
E o espírito das almas...
Onde só as fadas te poderão encontrar
E pelo caminho te irão guiar
Se te alcamçam levam-te
Se ficares viverás morto
Numa terra inóspita
De seres ocos
Por entre brumas, águas e florestas
Até à Terra Prometida
Abre as asas
E voa pelo destino cruel e doce
Verás no céu o anjo que te aguarda
O santo das trevas
E o espírito das almas..."
Rose on my grave (by Hyubris)

Nobody knows
What I'm looking for
Nobody cares
What I feel
My life is the end of something
Something that never begins
Something grow inside me
Maybe a terrible nightmare
Tears fall like rain
Like rain
And the world is invited
To enjoy in all my madness
And breathe for the last time
The rose that you put on my grave
And feel the wind through your hair
Like a hand who wants to hang you
From the sky...

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem A
té onde quis Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
By: Fernando Pessoa
Não digas nada, nada preciso de ouvir, nada preciso de saber, acho que a minha única necessidade é apenas te ver, queria estar contigo, abraçar-te, falar-te, mas não… Não sei se o quero, não quero resumir tudo a um encontro, sei que devo estar provavelmente a confundir tudo, a sentir o que não sinto, a ver o que não vi. Mas e se o que sinto, o que vi, o que encontrei naquela conversa de mesa de café foi, ou melhor, é o que eu espero que seja?
As minhas expectativas, os meus desejos, aí… coração para, não penses, não batas, resigna-te. Aquilo foi só uma conversa de café… Como tantas outras conversas de café, como tantas vezes tivestes, não, não foi especial, não o digas (pelo menos para de bater por um bocado), sabes que o disseste á bem pouco tempo, que era tudo especial, que ela ia ser aquela amiga, que ela prometia mais do que tu almejavas, mas no fim resultou a desilusão. Não, não pares de bater, apenas te peço que mantenhas o teu bater, que não queiras falar na próxima conversa de café, fica ai no teu cantinho, fica guardado onde é o teu lugar, não venhas cá para fora ditar leis e sentimentos… Não quero sentir sem esperar…
Por favor não me desiludas….
...a .... m....o... ....r...

Quantos de nós pobres humanos poderemos dizer que já amamos alguém?
Quantos de nós podemos dizer que já vimos o amor?
Eu julgava ser um dos que já o tinha visto, o tinha sentido percorrer-me a pele, que me tinha banhado e conversado com ele…
Não, não o vi, não o senti…. Nem sequer conversei com ele… O amor para mim é uma filosofia, não de vida, mas para a vida…
Tento viver para o amor, mas não viver em função dele (complicado?)
Vivo para o amor, na esperança de o encontrar, de o viver, é um dos objectivos, uma condição necessária, mas não obrigatória. Porque se vivesse em função dele, todos os dias que tinha passado na minha vida poucos seriam de felicidade (referindo-me claro aquele amor sem ser o dos laços de sangue que nos unem a uma cadeia de pessoas quando nascemos).
Por isso, desejo ser feliz, desejo encontrar o amor, desejo e por isso todos os dias dedico um bocado do meu tempo desperdiçado, á procura do amor, se houver algum dia, como já houve, sem a procura dedicada nem que seja por breves minutos a esse amor, sinto-me frustrado. Chamem-me louco por o tentar encontrar em vez de esperar que me caia do céu, mas não consigo ter uma atitude passiva perante certos aspectos da vida, e este é um deles.
Ultimamente ando mais calmo, na minha cruzada pelo amor, não sei porque, mas acho que daqui a algum tempo (meses, semanas, dias… quem sabe) vou ter uma resposta.
Percorro este enorme corredor pouco iluminado, frio… vejo-te, passas, nada dizes…
… entro no café, ai estas tu sentada, à minha espera, sento-me, conversamos…
…chego a casa deito-me, nunca me soube tão bem uma conversa, como será a de amanhã?...
Obrigado

Nesta noite, em que tudo me traz tristes recordações, tu pegaste-me na mão, olhaste-me nos olhos, preocupaste-te comigo… Não sabes o quanto me fez bem ouvir aquelas palavras, sentir-te… Sei que pode parecer pouco o que fizeste, mas já me ajudaste muito, andava a tanto tempo a necessitar de uma conversa assim, que me levasse ao fundo dos problemas, só que tentava sempre ficar pelo meio fundo, tinha medo de não conseguir sair do fim do buraco… Tu, com a tua calma as tuas palavras meigas e profundas, fizeste-me tocar o fundo, e depois trouxeste-me cá a cima, não me abandonaste na viagem até ao fundo do meu ser (está bem, não foi mesmo ao fundo fundo, mas já foi mais fundo do que vou com alguém…).
Tenho que te agradecer por teres acrescentado desde que um dia apareceste na minha vida, um pedacinho ao meu céu…
Adoro-te, sabes mesmo quando alguém está em baixo, e como ajudar…
Aceita este obrigado, que um dia me ensinaste a aceitar e guardar, sem ser preciso agradecer com palavras…
Recordações....

Queria poder chamar nomes as pessoas, confrontá-las com factos, senta-las num tribunal onde fosse eu o juiz, e o advogado de acusação. Não seria justo, pois não, então acho que seria apenas o advogado de acusação.
Acabei de relembrar provas contidas numa caixinha que guardo no meu quarto, na altura pareciam tão fofas, tão cheias de mel, hoje, apenas sei que estão lá todas as palavras que queria e precisava ouvir…
Uma das cartas, escrita com voz doce e celestial, querendo quase tomar-se por anjo da guarda, hoje nem me liga para perguntar se estou bem… Outra das cartas, cheia de duvidas, a volta das minhas certezas, esta pelo menos foi mais esperta colocou-me no sitio dos anjos, fez-me pensar que tudo deu mal, porque eu fiz tudo para dar certo…
Tirem as mascaras e digam-me o que sentem, diga que me Amam, me Odeiam, que vos sou indiferente…. Mas tirem as mascaras… porque a minha mascara cai sempre, que alguém vale a pena, e a vossa, apenas é substituída por uma menos cinzenta…
Lembras-te da arvore que pintaste para mim?
Lembras-te daquela colher do gelado que saboreamos a dois?
Lembras-te daquelas mensagens que me mandavas?
Lembras-te da carta que me escreveste?
Lembras-te daquele passeio pela praia?
Lembras-te daquele isqueiro?
Lembras-te daquela noite?
Lembras-te daquela conversa?
Lembras-te daquele beijo?
Só uma ultima pergunta…. Lembras-te de mim?
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Um dia como tantos outros, mas com uma particularidade tão especial… 06/06/06…
Para muitos será o dia da besta… ainda estou com esperanças que a besta se revele e o apocalipse comece (just kidding)….
Mas como seria o mundo se as previsões e anseios de alguns se concretizassem? Se fosse este o primeiro dia do fim? O que teríamos feito para sermos melhores? Para partirmos em paz? Com amigos e amigas, que saberíamos que ficaram connosco para a eternidade? Não posso divagar sobre este assunto, pois cada vez me sinto mais longe do Mundo, para mim o apocalipse, a besta já se revelou a muito tempo, a cerca de uns 5 anos que me inferniza a vida, quero esquece-la, ser-lhe indiferente, mas não consigo, e cada vez que estou feliz, a besta fica infeliz, e numa reconciliação imperfeita, tento equilibrar o mundo, bem e mal, infelicidade felicidade… Eu e a minha besta particular ou demónio de trazer por casa, na eterna luta entre o equilíbrio e o desequilíbrio…
Queria que esse demónio de trazer por casa me deixasse de infernizar a vida, ou fizesse parte dela para sempre (segundo as teorias do demónio ela faz parte da minha vida desde que o sémen nos uniu…), mas isso não e possível…
Gostaria que o sémen nos desunisse para sempre, numa explosão de fim de mundo que levasse o sentimento para o mais quente e profundo dos infernos, e ai não teria mais que me preocupar com este meu apocalipse pessoal…